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Vultos e episódios da Época Moderna

Carlos I

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Página escrita por
Rubem Queiroz Cobra
Site original: www.cobra.pages.nom.br

Carlos I da Inglaterra e Irlanda (1625-1649. Nasceu em 1600, o segundo filho sobrevivente de Jaime VI da Escócia (que viria a ser Jaime I da Inglaterra em 1603) e sua mulher Anna da Dinamarca. Com o falecimento do irmão mais velho, Henry, tornou-se herdeiro do trono. Herdou do pai a crença no absolutismo. Após coroado rei, casou com Henrieta Maria, irmã de Luís XIII, rei da França. Os Puritanos dominavam o parlamento e queriam as razões da guerra com a Espanha. A Inglaterra entra também em guerra com a França por simpatia com os hunguenotes (protestantes franceses) e a briga por dinheiro com o parlamento torna-se pior. Carlos I dissolveu o parlamento e governou sozinho por onze anos. Para não precisar de mais autorizações de recursos, terminou a guerra com a Espanha e a França. Governou relativamente bem até 1639, quando entrou em guerra com os bispos escoceses que defendiam sua religião presbiteriana contra a anglicana que o rei desejava impor. O mal resultado da guerra obrigou Carlos I a convocar o parlamento em 1640, que condenou seu governo e mandou decapitar o ministro Straffor em 1541. Carlos foi à Escócia reunir apoio contra o parlamento, para isto liberou o culto presbiteriano naquele reino. O Parlamento negou-lhe recursos, a rainha foi à Holanda empenhar jóias da coroa, e Carlos equipou seu exército ao mesmo tempo que o Parlamento montava o seu e começaram as escaramuças. Inicialmente Carlos I foi bem. Instalou a corte em Oxford, no Christ Church Colege (monde viria a morar Locke). Ali juntou-se a ele a rainha, trazendo armas da Holanda. A rainha urgiu-lhe atacar os parlamentaristas. Este trouxeram um exército de reforço formado de anti-realistas escoceses 1644. A rainha fugiu para a França e, no ano seguinte, também o príncipe herdeiro Carlos (filho mais velho). Mais disciplinado, o exército do parlamento começou a vencer as batalhas, primeiro comandado por Thomas Fairfax e depois pelo seu auxiliar Oliver Cromwell. Oxford foi tomada (1646) e Carlos I fugiu disfarçado procurando o acampamento dos escoceses que o acolheram em Newark onde ficou um ano. Mas quando dos "convenanters" se retiraram de volta à Escócia, entregaram-no a comissários do Parlamento. Em uma tentativa de fuga mal sucedida, Carlos e seus dois filhos Henry e Elizabeth foram capturados e retidos na ilha de Wight, cujo governador era parlamentarista. Carlos teve aí oportunidade de tentar negociar com os escoceses prometendo-se implantar por três anos a presbiterianismo também na Inglaterra, e com os parlamentaristas, com quem não chegou a termos. Em 1648 o último partidário escocês de Carlos I foi derrotado e terminou a guerra civil. Carlos I foi julgado e executado em 1649. Foi implantada a república. Cromowell proclamou-se Protetor da Inglaterra e dissolveu o Parlamento. Poder absoluto até morrer em 1658